CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE: CONHECENDO A REALIDADE DE DOCENTES DE ENFERMAGEM

Claudia Suely Barreto Ferreira, Amanda Tainá Lima da Silva

Resumo


Introdução: É notória a importância de se ofertar condições de trabalho adequadas para os profissionais docentes, haja vista, que tais condições podem causar interferências diretas e indiretas na qualidade de vida desse indivíduo (trabalhador), e nas suas ações bem como na comunidade ao qual está inserido, haja vista que são eles (co)responsáveis por contribuir para a construção de novos profissionais, assim como para a construção desses novos sujeitos. Objetivo: Descrever a relação entre as condições do ambiente de trabalho do docente de Enfermagem e o adoecimento destes profissionais.  Metodologia: Pesquisa quantitativa, cujos dados foram coletados por meio de questionário. Utilizamos a abordagem descritiva interpretativa para analisar e correlacionar as variáveis interligadas às condições de trabalho. Resultados: As condições de trabalho inadequadas têm influenciado negativamente na qualidade de vida deste profissional, bem como no desenvolvimento de atividades laborais. Entretanto, apesar de reconhecer as dificuldades relacionadas às condições de seu trabalho, os docentes referem sentir-se satisfeitos com suas profissões. Conclusão: Acreditamos que o incremento de espaços de discussão dentro das próprias universidades, é passível de possibilitar novos rumos para as instituições de nível superior, através de reivindicações contundentes e consequentemente implementações de melhorias nas condições de trabalho e saúde do docente

Palavras-chave


Saúde do trabalhador; Docentes; Condições de trabalho.

Texto completo:

PDF

Referências


Lima MEM, Lima-Filho DO. Condições de trabalho e saúde do professor/a universitário/a. Rev Ciênc & Cogn. 2009;14(03):62-82.

Araújo TM, Sena IP, Viana MA, Araújo EM. Mal – estar docente: avaliação de condições de trabalho e saúde em uma instituição de ensino superior. Rev Baiana de Saúde Pública. 2005 jan-jun;29(01):6-21.

Lemos MC, Passos JPereira. Satisfação e frustração no desempenho do trabalho docente em enfermagem. Rev Min de Enferm. 2012;16:48-55.

Oliveira MJI, Santos EE. A relação entre os determinantes sociais da saúde e a questão social. Cad. Saúde e Desenvolvimento 2013;2(2):07-24.

Silva AA, Rotenberg L, Fischer FM. Jornadas de trabalho na enfermagem: entre necessidades individuais e condições de trabalho. Rev Saúde Públ. 2011;45(6):1117-26.

Ost S. Mulher e mercado de trabalho. In: Âmbito Jurídico. Rio Grande, XII, n. 64, maio 2009.

Azambuja JVR. Jornada de trabalho na atenção básica: uma análise das percepções de profissionais de saúde. 2016.

Salvador (Estado). Secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Governo do Estado da Bahia. Saúde e segurança do trabalhador na Bahia: uma análise setorial e ocupacional. Salvador, 2013.

Ferenc AVF, Brandão ACP, Braúna RCA. Condições de trabalho docente em uma universidade pública. Rev Eletrônica Pesquiseduca. 2015 jul-dez; 07(14):358-384.

Matos E, Pires D. A organização do trabalho da enfermagem na perspectiva dos trabalhadores de um hospital escola. Texto & contexto enferm. 2002;11:187-205.

Cruz RM, Welter M, Guisso L. Saúde docente, condições e carga de trabalho. Rev Electrónica de Investigación y Docencia. 2010;01(4):

Gasparini SM, Barreto SM, Assunção AA. O professor, as condições de trabalho e os efeitos sobre sua saúde. Rev Educação e Pesquisa. 2005;31(2):189-199.

O'Driscoll MP, Beehr TA. Efeitos moderadores do controle percebido e necessidade de clareza na relação entre estressores de função e reações afetivas do funcionário. O Jornal de Psicologia Social. 2000;140(2):151-159.

Noronha MMB. Condições do exercício profissional da professora e dos possíveis efeitos sobre a saúde: estudo de casos das professoras do Ensino Fundamental em uma escola pública de Montes Claros, Minas Gerais. Belo Horizonte. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais; 2001.

Dalvi AP. Avaliação da qualidade de vida do profissional docente. InterSciencePlace Junior Rev de Iniciação Científica Internacional. 2010;1:01-08.

Weber LND, Leite CR, Stasiak GR, Santos CAS, Forteski R. O estresse no trabalho do professor. Rev Imagens da Educação. 2015;5(3):40-52.

Dalagasperina P, Monteiro JK. Estresse e docência: um estudo no ensino superior privado. Rev Subjetividades. 2016 abril;16(1):37-51.

Silva GLF, Rosso AJ. As condições do trabalho docente dos professores das escolas públicas de Ponta Grossa, PR. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, EDUCERE. 2008;8.

Fernandes MH, Rocha VM, Costa-Oliveira AGR. Fatores Associados à Prevalência de Sintomas Osteomusculares em Professores. Rev Saúde Públ. 2009;11(2):256-267.

Marqueze EC, Moreno CDC. Satisfação no trabalho e capacidade para o trabalho entre docentes universitários. Psicologia em estudo. 2009;14:75-82.

Baião LPM, Cunha RG. Doenças e/ou disfunções ocupacionais no meio docente: uma revisão de literatura. Rev Formação@Docente. 2013 jan-jun;5:06-21.

Thiele MEB, Ahlert A. Condições de trabalho docente: um olhar na perspectiva do acolhimento. 2012.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


© TODOS OS DIREITOS RESERVADOS PARA FACULDADE ADVENTISTA DA BAHIA 1979 - 2017 | BR 101 KM 197 | CAIXA POSTAL 18 | CACHOEIRA - BAHIA | +55 (75) 3425 - 8000